
A obtenção, conservação e utilização terapêutica de células estaminais obtidas a partir de embriões, do cordão umbilical ou da placenta abriu novas esperanças para o combate a doenças crónicas e degenerativas, como a diabetes ou as doenças de Alzheimer e de Parkinson, mas também para a regeneração tecidular após lesão da medula espinal, enfarte do miocárdio e muitas outras doenças.
Tratam-se de células indeterminadas com capacidade de se dividir indefinidamente e de se transformar nos mais diversos tipos de linhagem celular que compõem todos os tecidos do organismo. As células estaminais têm a capacidade de se definir como células nervosas, ósseas, hepáticas, renais, gástricas e de todos os órgãos do corpo.
Existem diversos tipos de células estaminais, dependendo da fonte de onde são isoladas. As células estaminais embrionárias são originadas a partir do embrião com 5-7 dias de desenvolvimento. As células estaminais fetais são originadas de células de feto (isto é, desde a 8ª semana após a concepção). Também no adulto podemos encontrar células estaminais em diferentes órgãos e tecidos como a medula óssea, a pele, o intestino, entre outros. A existência de células estaminais nestes tecidos deve-se ao facto destes terem um elevado grau de perda celular, requerendo uma substituição constante das suas células. Uma fonte muito rica em células estaminais é o sangue do cordão umbilical.
O processo de recolha do sangue do cordão umbilical é indolor, não invasivo e não representa qualquer risco para a saúde da mãe ou do bebé.
A mãe deve informar o médico que assiste o parto que pretende guardar o sangue do cordão umbilical. Este deve ser colhido, de preferência, antes de expulsão da placenta pois, dessa forma, será possível colher uma maior quantidade. Depois de expulsa, a placenta deve ser massajada para facilitar a recolha. O saco deve ser posicionado o mais baixo possível, para que o sangue entre por gravidade.
O saco com o sangue deve ser mantido à temperatura ambiente antes de ser transportado para o laboratório. Para não perder a qualidade, o sangue não deve ser colocado no frigorífico.
Estas células são criopreservadas em contentores em contentores com azoto líquido, a uma temperatura de cerca de -190ºC, durante o tempo que for necessários. Todo o processo deve recorrer dentro das boas práticas de fabrico, isto é, com um exigente controlo de forma a garantir segurança e eficácia máximas.
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